A Arte da Fotografia

A invenção da fotografia sem dúvida revolucionou a forma de olhar e representar o mundo. Antes dela, para capturar uma imagem da natureza, ou o retrato de uma pessoa era necessário fazer um desenho ou uma pintura. Poucas pessoas tinham o prazer de ter a sua imagem guardada para a posteridade, pois contratar um pintor era algo muito caro.

Com a invenção da fotografia, cada instante da vida pode ser guardado, bastando para isso um simples clique na máquina fotográfica.

MAS, PARA QUÊ FOTOGRAFAMOS? FINALIDADES DA FOTOGRAFIA

O ser humano tem a necessidade de congelar momentos, para poder se lembrar depois. Além disso, o ser humano tem a necessidade de gravar a sua própria imagem, seja para se mostrar na atualidade ou  para ser lembrado na posteridade.

Há outros porquês de se fotografar, por exemplo, é difícil imaginar jornais, revistas e livros sem a fotografia, estamos cercados por imagens, mas cada uma tem a sua própria finalidade.

Pacientes do Caps desenvolvem outro olhar sobre a vida com a fotografia

Resgatar a própria imagem e autoestima, além de perceber uma nova visão de mundo, a partir do olhar que a fotografia permite. Esse é o objetivo do projeto Re-tratos, desenvolvido com um curso de fotografia oferecido a pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Cajuru, que trata dependentes de álcool e drogas. Promovido pelo Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, o curso tem dez alunos na primeira turma. Eles participam de aulas teóricas e práticas. O objetivo do curso não é ser profissionalizante e sim terapêutico.

Fotografia documental

A fotografia documental é baseada em um olhar mais atencioso e comprometido do fotógrafo, além de ser bastante investigativa em relação a uma determinada história que precisa ser contata através de uma imagem.

Esse tipo de trabalho costuma estar envolto em delicadeza e esbanjar sentimentalismo. Com a fotografia documental, você é capaz de captar o essencial de uma pessoa ou de um objeto, registrando sentimentos e histórias no geral.

Violência

O resultado desse tipo de foto é bastante profundo e possui uma função social muito relevante. Ela conta uma história de maneira espontânea, sem avisos ou preparos prévios.

Desmatamento

Tirar fotos na praia

As praias são repletas de oportunidades de fotos interessantes. Siga estas dicas para tirar o máximo proveito delas em suas próximas férias.

O segredo para a fotografia de praia é fotografar os objetos presentes de uma forma que conta uma história e capta parte da essência do lugar.

Encontre algo interessante.

Construções humanas

Rochas

Castelo de areia

Fotografia publicitaria

Fotografia publicitária é um mercado que não para de crescer e que atrai cada vez mais fotógrafos.

Não existe a menor dúvida sobre a necessidade de boas fotos para atrair clientes.

Com o avanço das redes sociais como influência na escolha do consumidor, isso se torna bem óbvio.

Nela o trabalho é idealizado e realizado com o objetivo de vender, divulgar ou conscientizar o público sobre um determinado assunto.

Quem nunca foi impactado com uma imagem de produto na timeline e ficou com muita vontade de provar?

Foto Jornalismo

Já ouviu falar daquele ditado: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”? Talvez essa frase seja a melhor explicação para o conceito de fotojornalismo.

Para muitos, o jornalismo tem a função de relatar fatos importantes à sociedade e nos ajudar a sermos cidadãos e seres muito mais conscientes e integrados.

Nessa missão, a fotografia é uma das áreas mais importantes para o bom jornalismo. Ela dá cor e imagem às notícias e ajuda a compreender as situações de forma mais completa, trabalhando em parceria com as palavras.

Aliás, em muitos casos, somente o trabalho do fotojornalista pode possibilitar a compreensão de um fato com sentimento e realidade.

Fotografia em Preto e Branco de Qualidade

O primeiro retrato da humanidade foi tirado em 1826, ele foi captado pela câmara de Niépce em tons acinzentados, conhecida como fotografia em preto e branco. Foi somente lá pelo ano de 1861 que a fotografia colorida surgiu com o físico James Clerk Maxwell, no entanto, ficou conhecida somente por meados de 1907.

Atualmente, “tirar fotos” virou algo normal no cotidiano das pessoas, mas, dá para imaginar que antes de 1826 as pessoas nem sabia o que era isso?

No começo de tudo, as fotos eram todas em preto e branco, contudo, a sua resolução não era das melhores, afinal, não haviam equipamentos de ponta e muito menos técnicas para adaptar na captura da imagem.

Ao contrário do que se pensa, a fotografia em preto e branco nunca saiu de moda, ela ainda retrata estabilidade, equilíbrio e de certa forma, elegância.

Como tirar uma fotografia em preto e branco?

Produzir imagens monocromáticas de qualidade não e tão simples como parece, é fundamental se concentrar nas formas, luzes, texturas e contrastes.

As fotos contam histórias, elas podem retratar pensamentos e até mesmo evidenciar um tema em específico. É fundamental eleger um assunto para tirar uma fotografia em preto e branco, desse modo, o seu projeto ficará mais interessante. No entanto, isso não é o suficiente, observe os seguintes pontos:

– Textura – O preto e branco combina com coisas mais intensas como a natureza e rusticidade. Quando se fala de pessoas, a maturidade, ou frescor da delicadeza também são bem representados.

– Formas – Simetrias e estilos diferenciados caem bem em fotos preto e branco, sobretudo, beldades da natureza, ondas do mar, flores, montanhas.

– Linhas – Muito usado na arquitetura para fotografar prédios, ruas, calçadas.  Nessas imagens o que menos importa são as cores, mas sim a sua intensidade. Procure uma cena em linha reta, mesmo que elas sejam paralelas ou diagonais, o objetivo é que a imagem não fique sem graça.

– Padrões – Os repetitivos são apropriados para um retrato em preto e branco;

Luan Vieira

Como Fotografar em um ambiente à luz de velas

Muitos são os apaixonados pela fotografia: se é adepto desta arte e utiliza a câmara fotográfica como uma extensão da sua memória, tenha sempre em mente que um bom ângulo não é o suficiente para um registo bem feito. É preciso praticar, e muito, as técnicas, para conseguir obter resultados perfeitos, que podem ser artísticos — boas angulações, composições e outros itens —, ou puramente informativos (quando apenas expõe o que viu). Um bom desafio para qualquer fotógrafo ambicioso, é fotografar um ambiente à luz de velas: vamos a isso?

A iluminação é a chave de tudo

Uma das primeiras opções de quem deseja fazer parte do mundo da fotografia é dar importância ao conhecimento analógico, ou seja, perceber como funciona uma máquina fotográfica, independentemente de todas as facilidades digitais, tão acessíveis nos dias de hoje. As técnicas não são difíceis, mas requerem exercícios frequentes. Tudo na fotografia começa e termina com a luz. E quando se trata de fotografar velas ou de ambientes com esse tipo de iluminação, esse propósito fica ainda mais evidente.

Como acontece o click

Comece por ajustar a sua câmara fotográfica para o modo “manual”. No visor, surgirão os níveis do diafragma e do obturador. Veja a seguir as funções de cada um e a sua importância na hora de tirar uma boa fotografia de uma vela ou de um ambiente com essa luminosidade.

  • Diafragma: a lente da sua câmara tem um dispositivo interno que se abre e se fecha. Quanto mais fechado estiver o diafragma, menos luz será registada; quanto mais aberto, mais luz vai passar. No caso de um ambiente à luz de velas, sabe-se que a iluminação local é branda. Por isso, o diafragma da máquina deve estar com uma abertura grande, para que as nuances da iluminação das velas sejam bem visualizadas. Ajuste para 5.6, no mínimo. Quanto mais baixo for o número, maior será a abertura do diafragma e mais luz ambiente será registada na fotografia.
  • Obturador: controla a velocidade do diafragma; esse é o click. Quanto mais rápido o diafragma se fechar, menos luz entrará. Quanto mais lento, mais luz passará. Levando-se em consideração que a luminosidade de um ambiente à luz de velas é baixa, é preciso que o obturador da câmara esteja ajustado para uma velocidade um pouco mais lenta. Regule para 1/80 no mínimo, mas leve em consideração os efeitos que uma velocidade lenta pode causar, verificando o item a seguir. 

Efeitos

Obturador: velocidade lenta

Se o diafragma da máquina demora a ser fechado, mais luz e movimentos serão passados para a foto. São muitas frações de segundos que, registadas pela câmara, causam um efeito de rastreamento. Ou seja, o assunto principal da fotografia fica com uma continuidade de luz e movimentos. É um efeito bonito para se fotografar velas. Para obtê-lo, configure o obturador para 1/50. É importante saber que velocidades lentas causam fotos tremidas. Por isso mesmo, é sempre bom ter um tripé. Com ele, pode ajustar o obturador para as velocidades mais lentas possíveis, e criar um efeito tão bonito quanto uma pintura a óleo.

Obturador: velocidade alta

Se o diafragma se fecha rapidamente, menos luz entrará. Isso causa um efeito de congelamento na foto. Um bom exemplo desse efeito são as fotos de água corrente, com as gotículas que saltam. Com o congelamento, é possível visualizá-las claramente. Se fosse uma velocidade lenta, as gotículas seriam visualizadas como se fossem fumaça em torno da água. Se o objetivo é registar um ambiente à luz de velas sem efeitos visuais causados pela câmara, mantenha o obturador numa velocidade alta: de 1/80 para cima.

Flash?

Se não quer descaracterizar o charme de uma vela ou de um ambiente com essa luminosidade, a resposta é não. O flash, como o próprio nome indica, tem a função de produzir luz intensa e instantânea, alterando a identidade visual do assunto a ser fotografado. Se optar por usar o flash, é muito provável que o ambiente fique com uma tonalidade demasiada branca, diferenciando-se dos tons quentes e amarelados da iluminação das velas. Tente não usar o flash, salvo se souber configurá-lo para uma posição mais fraca do que a luz do ambiente em causa (pode ser difícil para quem não tem muita experiência). Se o ambiente estiver muito escuro, aumente o ISO (sensibilidade da máquina à luz ambiente). É importante ressaltar que, quanto maior for o ISO, maior será a granulação da fotografia e isso acontece porque a máquina ativa um sensor muito potente.

E se eu quiser manter a câmara no modo “automático”?

Se essa for a sua opção, não será necessário a verificação do diafragma, nem do obturador. Porém, a fotografia certamente não terá um registo fiel da luminosidade do ambiente, mas antes um registo daquilo que a câmara julga ser o correto, por consequência, isso pode causar a sensação de uma fotografia artificial por parte de quem vê. A ideia de fotografar um ambiente à luz de velas é justamente proporcionar ao espectador a impressão de estar lá. Pronto para começar?

Luan Vieira

Mostra de fotografia foca em grafites feitos na cidade

O projeto “Entre Cores e Utopias” abre exposição de fotografias que registram grafites feitos pelo DF com fotografias de Juliana Torres e curadoria de Renata Almendra- pesquisadora e idealizadora do projeto que já lançou um livro homônimo. Agora as imagens ganham espaço no Museu Vivo da Memória Candanga (MVMC) até 25 de maio.

A abertura da mostra ocorre neste sábado (6), de 10 às 13 horas e vai contar com grafites ao vivo executados por artistas selecionados por meio de edital aberto ao público. A parada de ônibus em frente ao MVMC ganha a arte de Carli Ayô e a guarita do espaço recebe o trabalho de Rivas. O público ainda pode participar de uma oficina gratuita com Ju Borgê que rola durante todo o evento.

A exposição
São mais de trinta imagens que traçam um passeio por grafites feitos em Brasília e seus arredores. Um convite para olhar a capital do Brasil e as cidades à sua volta de uma outra forma, em uma rota que percorre espaços urbanos e arquitetônicos sob uma ótica que difere da constante ordem atribuída à cidade tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

“Os grafites, assim como outros movimentos urbanos culturais existentes em Brasília, mostram uma cidade que está sendo desmistificada e ocupada de forma livre e criativa por seus moradores”, diz a autora do livro Renata Almendra.

Giovana Camejo

Exposição gratuita em Maceió une poesia e fotografia

Uma exposição gratuita no Complexo Cultural Teatro Deodoro, no centro de Maceió, vai unir poesia e fotografia. A abertura da mostra “FOTOgrafandoPOESIA” acontece nesta quinta-feira (4), a partir das 19h.

A exposição é resultado de uma oficina de produção fotográfica com base na poética, realizada em Maceió, de julho a novembro de 2018. Poetas e fotógrafos se encontraram para promover o diálogo da escrita com a imagem, objetivando a produção de conteúdo poético.

A mostra vai estar em cartaz até 30 de abril e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O agendamento para grupos de escolas e instituições pode ser feito pelo (82) 98884-6885 ou pelo escolasditeal@gmail.com.

Foram reunidos trabalhos de seis fotógrafos: Dilma Marinho, Gabi Coêlho, João Dionísio, Jorge Vieira, Lia Santos e Lucyelma, inspirados em poemas de autores alagoanos contemporâneos.

“Nós abrimos, no mês passado, a exposição Silêncio, que também é uma coletiva de fotógrafos no primeiro piso do Complexo Cultural Teatro Deodoro, e, agora, completamos o circuito fotográfico, no mezanino, com FOTOgrafandoPOESIA. Nós temos excelentes fotógrafos em Alagoas. É uma arte que vem crescendo e que precisa de espaço. Convidamos o público para que prestigie a mostra”, enfatizou Sheila Maluf, diretora presidente da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas, Diteal.

Giovana Camejo