Como fotografar animais

A primeira dica é saber a rotina do animal. Nossos bichos sempre têm cantos preferidos para dormir e passar o tempo, além de brinquedos favoritos e horários para comer, tomar água e passear.

Procure encontrar um momento de distração do animal, quanto mais discreto você for, melhor. O bicho quer atenção, mas não sabe que precisa posar para uma fotografia. Procurar um bom momento é o essencial.

Quero trabalhar com fotografia

Em um mercado cada vez mais focado em imagem, como lidar com a possibilidade de uma nova atuação profissional

“Quero começar a trabalhar com fotografia, mas não sei por onde começar ou como atrair clientes. Também tenho medo de largar minha atual profissão e não ter sucesso com a fotografia. Como lidar com esta dúvida?”

RESPOSTA: Seu problema talvez seja um drama comum pelo qual todo empreendedor já passou: como largar a estabilidade do seu emprego e apostar no trabalho dos seus sonhos com um futuro incerto? A verdade é que não existe uma resposta pronta, mas alguns caminhos podem te ajudar nesse processo.

Para iniciar na fotografia você precisa, obviamente, comprar uma câmera fotográfica. Não é necessário investir logo de cara na máquina mais cara do mercado. Inicialmente, uma câmera profissional com sensor cropado já irá te atender. Depois existem os investimentos com lente, flash, bateria e cartão de memória. Além disso, é muito importante fazer um seguro do equipamento.

Certa vez, Henri Carties-Bresson afirmou que “suas primeiras 10 mil fotografias são as piores”. E a frase não poderia estar mais correta. Por isso, para chegar minimamente em um nível comercial você precisa praticar e muito. Fotografe tudo ao seu redor, sejam pessoas, objetos ou paisagens. O importante é você ter domínio cirúrgico sobre seu equipamento. Treine também o seu olhar fotográfico e a sua percepção da luz.

No entanto, para todo trabalho prático é fundamental um embasamento teórico. Por essa razão, faça cursos ou um workshop que seja com um especialista na área da fotografia na qual você pretende trabalhar. Os livros de fotografia, negócios e marketing (Sim, negócios e marketing são essenciais para viver de fotografia) vão te ajudar nesse processo, assim como a infinitude de vídeos no youtube com dicas e técnicas que você pode encontrar a custo zero.

A terceira etapa é justamente pensar em qual área da fotografia você gosta e investir nela. Sei bem que, no início, a tendência é aceitarmos todos os trabalhos que aparecem. Mas o quanto antes o público perceber que você é especialista em determinado segmento, mais atenção e valor você terá das pessoas e dos futuros clientes.

Para os clientes te contratarem primeiro eles precisam chegar até você. Por isso, te pergunto, você já contou para todo mundo que é fotógrafa? Você se apresenta como fotógrafa? Se uma pessoa entra nas suas redes sociais, ela te identifica como fotógrafa? É muito importante que todos ao seu redor percebam que você é uma profissional no seu segmento. Dessa maneira, seus perfis necessitam estar alinhados com a imagem de uma profissional de fotografia. Seus Insta, Stories, devem falar sobre o seu dia-a-dia na fotografia ou a sua trajetória para se tornar uma profissional. Além disso, é fundamental alimentar essas redes com imagens de qualidade todos os dias.

Outro fator importante é a criação de um site. Você sabia que todo cliente que pretende contratar um serviço fotográfico costuma pesquisar o nome da pessoa ou da empresa pela internet? O seu site próprio é que vai te dar credibilidade e segurança para o cliente fechar um negócio. Posteriormente, existem os investimentos com publicidade, produção de conteúdo e outras estratégias de marketing que são assuntos mais elaborados que não abordarei neste momento.

Vale destacar que você deve considerar a fotografia como um negócio como qualquer outro que demanda tempo, disciplina e muito esforço. Fotografar corresponde a cerca de 20% do seu trabalho. O restante será preenchido com edição, atendimento ao cliente, prospecção de vendas e marketing. Para quem achava que fotografar seria viver de arte, isso é um banho de água fria. Mas não desanime porque esse trabalho é extremamente recompensador.

Para finalizar, devo dizer que 95% dos fotógrafos um dia tiveram uma dupla jornada de trabalho. Por isso, não recomendo você largar imediatamente o seu emprego fixo. Inclusive, é através dele que você pode juntar dinheiro necessário para os primeiros equipamentos. No seu tempo tempo livre, procure estudar, fotografar e montar os pilares da sua empresa. Com o tempo, os clientes surgirão e terá um momento em que você pensará se vale a pena continuar com o seu emprego atual. A partir desse ponto você terá que apostar no seu negócio próprio se quiser viver exclusivamente dessa arte. No entanto, se der certo será o click mais perfeito da sua vida, capaz de extrair a satisfação e o sorriso do seu cliente e de você própria.

A fotografia com pegada pop de Gabriel Wickbold

Gabriel Wickbold é uma daquelas figuras com mentes inquietas. Sempre explorando novas técnicas, o aclamado fotógrafo paulistano recorre a métodos nada convencionais para alcançar os efeitos desejados. O resultado são imagens esteticamente exuberantes que pouco recorrem à edição digital na pós-produção e que guardam reflexões sobre a relação do homem com a natureza e a tecnologia.

O virtuosismo fotográfico com pegada pop de Wickbold ficou conhecido por meios de séries como Sexual colorsSans tacheNaïveI am on-line e I am light. Uma amostra de seus numerosos trabalhos ao longo dos 12 anos de carreira ficarão expostos a partir de hoje na galeria Divino Quadro.

Paralelamente à exposição, o fotógrafo aproveitará para lançar na capital, onde vem pela primeira vez, o livro autointitulado com cinco capas diferentes. Cada uma delas faz referência a uma de suas séries. No caminho criativo, ele parte da experimentação para, depois, desenvolver um conceito. “Tem um processo de inspiração, criação e transformação. Todas as minhas séries têm uma técnica. Começo com um recorte diferente. A partir dessa técnica, eu levanto uma discussão”, comenta Gabriel.

Embora sua estética seja repleta de cores vibrantes e de efeitos visuais, Gabriel Wickbold explica que, em boa parte das fotos, o trato é mais artesanal, encerrado no clique. As narrativas imagéticas são contadas por meio de elementos da natureza, luzes, tintas, cabos, e o que mais surtir efeitos gráficos interessantes.

A primeira série foi Sexual colors, de 2008. “A parte líquida da tinta representa uma volta das sensações humanas, da transpiração, da lágrima, do gozo, do sangue”. Depois, lançou Naïve (ingênuo), em 2012. “Quis dar o nome de ingênuo, pelo fato de homem se sentir superior à natureza. Coloquei o homem na imagem, e a partir dele nascem diversos elementos da natureza. Plantas, insetos, partes de animais. Eu quis colocar só a cabeça, porque ela representa essa ganância.”

Em 2016, fez I am on-line. “Sobre como sufocada está nossa vida por conta do excesso de conectividade” Na sequência, em 2018, está I am light. Nela, está a ideia de que não precisamos de nada externo para ser feliz. Tudo da gente. A ideia da série foi transformar os modelos numa explosão de luz. No universo de possibilidades”, analisa

“Estou me inspirando cada vez mais nos processos à mão, fazendo do artista parte da composição. Trabalho diretamente com os modelos. Cada vez mais tenho me inspirado no homem, em suas reflexões, seus encontros, seus problemas. E tenho transformado isso na minha busca, em como encontrar essas respostas para transformar, para a gente se entender mais do que qualquer outra coisa. E assim, criar uma discussão que vá nos transformar como ser humano”, pondera.

Fotografia, imagem e outros apelos artísticos auxiliam o tratamento de pacientes na rede hospitalar

Com atividades lúdicas e artísticas, o Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) proporciona momentos criativos aos pacientes para amenizar a espera e o tratamento.

Pinturas e fotografias estão entre as atividades artísticas desenvolvidas por meio do projeto Museu nos Hospitais, uma iniciativa do Museu da Fotografia

Poucas situações tiram o sossego de um adulto minimamente sensível como a dor de uma criança. Acompanhar os pequenos quando estão doentes é oportunidade, para os pais e demais responsáveis pela infância, de experimentar empatia e conhecer a própria resistência diante de situações-limite. No sentido de aliviar essa vivência, o casamento entre a arte e os tratamentos de saúde tem crescido e se tornado um lugar comum dentre os espaços terapêuticos e de atendimento médico.

O projeto Museu nos Hospitais, que teve início no último mês de março, se insere nesse contexto delicado. Por meio dele, educadores do Museu da Fotografia Fortaleza (MFF) apresentam imagens, pintura, dentre outras linguagens artísticas nas tardes de terça a sexta-feira, aos pacientes atendidos pelos diversos setores do Hospital Infantil Luís França (Centro).

A partir desta semana, a ação se expandiu para outro espaço de saúde na Região Metropolitana de Fortaleza: o hospital Ana Lima, em Maracanaú (CE). Em julho, mais uma unidade de saúde será atendida. O projeto acontece em parceria com o plano de saúde Hap Vida e procura, basicamente, estimular o contato entre as crianças, a imagem e outras artes, de forma lúdica . “As oficinas aqui são voltadas para imagem e fotografia, mas a gente também relaciona com outras linguagens artísticas. É uma ação arte-terapêutica. Além de distrair as crianças nas salas de espera, dentre outros locais de atendimento no hospital, ajuda a desenvolver a criatividade”, situa Keli Pereira, coordenadora do Núcleo Educativo do MFF.

Os educadores circulam pelo hospital e envolvem pequenos pacientes, em diversas situações de atendimento, a exemplo das salas de triagem e enfermarias. Algumas estão internadas, outras aguardam consultas de rotina. “Tem crianças tomando medicação, outras na internação. Algumas só estão esperando serem atendidas, então a gente faz alguma atividade mais rápida”, detalha Keli.

Segundo a educadora, integrar arte e saúde é algo que “anda bem junto” e traz qualidade de vida para todos os envolvidos no tratamento infantil: a criança, os adultos responsáveis e a equipe médica.

Oncologia

Júlia Cunha, enfermeira do setor de oncologia do Luís França, tem impressão similar e olha para os benefícios da ação entre seus pacientes, as crianças com câncer. Ela observa que, durante a internação, os pequenos se ausentam da rotina escolar e as atividades artísticas compensam, em parte, a perda temporária dessa interação.

“Com a quimioterapia, elas ficam sem imunidade pra frequentar a escola. Nem toda mãe tem a iniciativa de pegar um desenho e interagir com o filho. Então, a atividade do Museu acaba resgatando o sorriso delas, a comunicação, o colorido”, detalha Júlia.

A enfermeira reflete que a intervenção artística alivia a tensão que existe no ambiente de internação. “E a criança sente muito tudo isso. A gente mente se disser que não sente. O câncer é uma doença grave, é quimioterapia. Se exige muito dos pacientes. Mas com a arte, a gente vê elas mais felizes, mesmo na dificuldade”, observa.

Iniciação

Numa das salas de espera do Luís França, Thalya Mendes, de apenas 6 anos, viu uma máquina de fotografia digital pela primeira vez. Antes, ela só havia experimentado tirar fotos no celular e, com toda a sinceridade peculiar à infância, declara à reportagem como gosta de fazer fotografia. “E eu também gosto de pintar, qualquer coisa”, resume.

Dividido entre a mesma máquina fotográfica e a pintura de desenhos de animais, paisagens, dentre outras figuras, Adriel Pereira, 6, observava que “fiz umas fotos aqui, que a tia (uma das educadoras do Museu) me pediu. Também pinto todo tipo de coisa, aqui e na escola”, descrevia o menino, concentrado nas atividades artísticas. “Ele é doido por arte. Diz que vai ser artista”, complementa a mãe, Karine Pereira (27).

Além de amenizar o fardo do hospital dentre os pacientes infantis, a ação do MFF, para Anderson Nascimento, superintendente da rede hospitalar do Hap Vida, pode ter desdobramentos na vida das crianças além do ambiente terapêutico.

“Quando você tira o foco da internação, e traz elas pra imaginação, pro sonho, isso tem muitos benefícios. Se criam vários horizontes na vida dessa criança, a partir de um momento de dor pra ela”, reflete.

Projeto de fotografia leva oficinas culturais a escolas municipais de Piraí e Pinheiral

Evento acontece entre segunda e quarta-feira (nos dias 10 a 12). Estudantes irão refletir sobre o futuro utilizando a foto como ferramenta de aprendizado.

Alunos de escolas municipais de Piraí e Pinheiral participam de oficina de fotografia

Escolas municipais de Pinheiral e Piraí, no Sul do Rio, recebem o projeto gratuito “FotoArte” entre segunda e quarta-feira (nos dias 10 a 12). A ideia é ajudar as pessoas a enxergar o espaço onde vivem com outros olhos e mostrar o poder que a fotografia tem de transmitir mensagens ao mundo e mudar realidades.

Segunda e terça o projeto chega a Pinheiral; terça e quarta é a vez de Piraí. Parte da aula acontecerá dentro do caminhão da fotografia, onde os alunos vivenciarão o funcionamento do interior de uma câmera fotográfica. Depois de aprenderem sobre a formação da imagem, eles serão os fotógrafos, retratando um “caminho para o futuro”, junto com uma legenda, o que compõe uma exposição na escola ao final do projeto.

Com um celular, cada participante vai fotografar o que representa o futuro para si. Eles também produzirão uma legenda sobre o tema. As imagens serão impressas e entregues aos novos fotógrafos.

Confira o cronograma completo

  • Escola Municipal Rosa Conceição Guedes

Datas: 10 e 11 de junho de 2019

Endereço: Rua Chicó Mendes, 116, Parque Maíra, Pinheiral/RJ

  • Escola Municipal Lúcio Mendonça

Datas: 11 e 12 de abril de 2019

Endereço: Rua Roberto Silveira, 25, Centro, Piraí/RJ

A Arte da Fotografia

A invenção da fotografia sem dúvida revolucionou a forma de olhar e representar o mundo. Antes dela, para capturar uma imagem da natureza, ou o retrato de uma pessoa era necessário fazer um desenho ou uma pintura. Poucas pessoas tinham o prazer de ter a sua imagem guardada para a posteridade, pois contratar um pintor era algo muito caro.

Com a invenção da fotografia, cada instante da vida pode ser guardado, bastando para isso um simples clique na máquina fotográfica.

MAS, PARA QUÊ FOTOGRAFAMOS? FINALIDADES DA FOTOGRAFIA

O ser humano tem a necessidade de congelar momentos, para poder se lembrar depois. Além disso, o ser humano tem a necessidade de gravar a sua própria imagem, seja para se mostrar na atualidade ou  para ser lembrado na posteridade.

Há outros porquês de se fotografar, por exemplo, é difícil imaginar jornais, revistas e livros sem a fotografia, estamos cercados por imagens, mas cada uma tem a sua própria finalidade.

Pacientes do Caps desenvolvem outro olhar sobre a vida com a fotografia

Resgatar a própria imagem e autoestima, além de perceber uma nova visão de mundo, a partir do olhar que a fotografia permite. Esse é o objetivo do projeto Re-tratos, desenvolvido com um curso de fotografia oferecido a pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Cajuru, que trata dependentes de álcool e drogas. Promovido pelo Departamento de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, o curso tem dez alunos na primeira turma. Eles participam de aulas teóricas e práticas. O objetivo do curso não é ser profissionalizante e sim terapêutico.

Ex-aluno da USP ganha prêmio nacional de direção de fotografia

“É uma honra. O prêmio tem abrangência nacional e uma seleção de filmes muito interessante”, afirma Lucas Silva Campos, formado em Audiovisual pela Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. O ex-estudante já havia sido indicado ao Prêmio da Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) pela Universidade duas vezes, com Serenata e Regresso, mas conta que ficou surpreso quando ganhou pelo seu trabalho como diretor de fotografia no curta Tempo de Ir, Tempo de Voltar (2018), uma criação estudantil coletiva.

O enredo envolve três irmãos e jovens adultos que, depois de muitos anos, voltam a morar na casa em que cresceram, repleta de fotos da infância.  O mais velho dos irmãos tinha cometido suicídio e retorna da morte, mas “os fantasmas do roteiro não têm o sentido de assombração, e sim de ausência”, alerta Campos. A obra é baseada na vertente artística do realismo fantasmagórico, muito forte no Leste Asiático. “A ideia era brincar com essa interseção entre o registro real da vida de três pessoas numa casa e com a fantasmagoria desse irmão que, mesmo ausente na vida deles, volta e começa a permear as relações.”

Parte do desafio era fazer um filme experimental que tivesse personalidade, mas que fosse fluido e interessante ao espectador, pois “algumas criações trazem sutilezas muito fortes, com um tom artístico rebuscado, e as pessoas podem acabar não se envolvendo”. Uma das maneiras de trazer a fantasmagoria foi utilizar ambientes escuros na filmagem, fator que envolve a direção de fotografia.

Campos explica que a fotografia cinematográfica se diferencia da natural por não ser espontânea. “Você manipula como está a história, como está a luz (o que ela mostra ou não mostra). Isso ajuda a contar o enredo e construir um espaço cênico que seja interessante, coeso e vivo.” Dois elementos muito importantes para isso são a decoupagem, “o ponto de vista da câmera, de onde ela olha a história”, e o trabalho com a luz, “que tem o poder de moldar o espaço a partir de uma carga emotiva e visual que é muito incrível”. Além disso, essa área do cinema também trabalha em conjunto com outras artes. “É uma fotografia que faz parte de uma equação muito complexa, que envolve música, atuação, as locações e figurino.”

O ex-aluno da ECA destaca que a Universidade fornece um aporte importante aos Trabalhos de Conclusão de Curso. Tempo de Ir, Tempo de Voltar (2018) foi o TCC de Pedro Nish, diretor do filme. Por mais que Campos acredite que “não é preciso uma câmera de última geração para fazer um bom filme” e que “um bom filme é uma somatória de vários fatores“, ele ressalta que “a USP fornece câmera boa, equipamento de luz, transporte de objeto, cenografia, figurino. A USP ajudou na logística”.

Do ponto de vista da graduação, “a primeira desconstrução foi perceber que a faculdade não é um poço de conhecimento infinito em que você senta e absorve todo aquele conhecimento milenar”. Nesse sentido, a ECA colaborou por fornecer uma imersão no cinema. “É um espaço que é fértil, que tem um monte de gente politizada, engajada e diferente de você. A imersão vai no sentido de estar em um espaço em que as pessoas debatem, fazem assembleias e grupos de estudo.”

12 dicas super simples para fotos incríveis com o celular

Um bom fotógrafo não é só aquele que faz belas fotos com uma câmera profissional, mas também aquele que conhece bases e truques para criar uma verdadeira obra-prima com coisas que estiverem à mão. Muitas vezes, apenas a câmera do celular já basta.

1- Fones de ouvido como controle remoto

Uma utilidade pouco óbvia (mas que muita gente desconhece) dos fones de ouvido é usá-los como controle remoto.

Como fazer: Conecte os fones ao seu celular, abra a câmera e aperte o botão “+” para fazer uma foto.

2- Selfie “sem as mãos”

Todo mundo sabe que é difícil fazer uma selfie em que caibam muitas pessoas. Alguns acabam ficando fora da foto, ou a mão acaba tampando boa parte da imagem. Para acabar com o problema, faça um simples tripé.

Como fazer: Pegue um cartão plástico que esteja sem uso e dobre-o em três pontos como na foto acima. Em uma das dobraduras, você irá colocar o telefone. Use os fones ou o temporizador para fazer fotos à distância.

3- Gêmeos panorâmicos

Use a função de fotos panorâmicas para criar “dublês“ na mesma foto sem usar editores de imagens.

Como fazer: Selecione o modo ”Panorâmico”. Coloque a pessoa diante da câmera e comece a deslizar o telefone lentamente para um dos lados. Assim que a pessoa sair do quadro, pause ou desacelere o movimento. Neste momento, seu modelo deve correr por trás de você e se posicionar no ponto seguinte. Mágica!

4- A Terra em pequenas dimensões

Use diversos aplicativos para dar efeitos interessantes às suas fotos. Por exemplo, com o aplicativo RollWorld, você pode fazer da sua foto uma miniatura da Terra.

Como fazer: baixe o aplicativo e adicione nele a foto feita previamente. Experimente as configurações para criar uma imagem única.

5- Fotos sob a água

Fazer fotos sob a água com seu smartphone é mais fácil do que com uma câmera normal. E você nem precisa comprar um estojo protetor!

Como fazer: Posicione seu telefone num copo transparente e coloque 2/3 do copo dentro da água. Use os fones como controle remoto. Para fotos a profundidades maiores, coloque seu celular num preservativo de látex. Isto protegerá o aparelho da umidade e o sensor irá manter a sensibilidade.

6- Use rebatedores

Às vezes, na hora de fazer retratos, é preciso iluminar áreas escuras, adicionar profundidade e brilho. Para isto, qualquer superfície refletora pode ser útil.

Como fazer: Use um protetor de para-brisa ou mesmo papel alumínio. Com materiais refletores, você poderá iluminar áreas escuras ou dar mais brilho às fotos.

7- Use a opção HDR

A opção HDR combina várias fotos de brilhos diferentes numa só. Assim, as imagens ficam mais coloridas, com mais volume e intensidade.

Como fazer: Abra a câmera, habilite a opção HDR e comece a fazer suas fotos.

Dica: As fotos feitas neste modo ocupam mais espaço na memória do smartphone, por isso utilize-a apenas em casos especiais. Por exemplo, para fazer uma foto do pôr do sol, de árvores muito verdes ou de flores bonitas.

8- Cole seu celular numa bexiga

Para fazer uma foto de uma paisagem a certa altura, você não precisa ter um drone. Basta grudar seu celular numa bexiga.

Como fazer: Pegue uma bexiga grande e cheia de gás hélio. Prenda bem seu celular e coloque uma fita ou barbante para segurar. Solte o balão para que ele suba até a altura desejada e fotografe usando o temporizador.

Dica: Coloque um estojo protetor em seu smartphone e acione o GPS do aparelho. Caso algo dê errado, isto vai proteger seu telefone.

9- Fotografias macro (mais próximos)

Infelizmente, os smartphones não são a melhor opção para fazer fotos macro. Mas você pode resolver o problema usando uma pequena lente.

Como fazer: É possível encontrar lentes pequenas em objetos como chaveiros-lanternas. Fixe a pequena lente na lente do seu celular usando um grampo de cabelo e fita adesiva. Agora, você poderá fazer fotos macro belíssimas!

10- Óculos de sol como filtro

Usando óculos de sol, você pode deixar a água mais transparente, tirar brilho excessivo e dar uma tonalidade bonita ao céu.

Como fazer: Simplesmente faça as fotos através das lentes dos óculos. Se quiser tirar o brilho, verifique se seus óculos têm efeito de polarização.

11- Crie efeitos de brilho

Tons diferentes de cores podem transformar suas fotos completamente. Tudo o que você precisa para isto é de papel colorido semitransparente.

Como fazer: Pegue papel para embalagens (como o celofane) e aproxime-o de uma extremidade da lente para dar um brilho colorido. Você pode também fazer fotos através do papel, para dar um efeito ainda mais interessante à imagem.

12- Use outras imagens

Seu smartphone pode ajudar na criação de uma foto única.

Como fazer: Busque na Internet uma foto ou desenhe uma para completar sua selfie usando um elemento de outra imagem. Aqui, o que conta é sua criatividade e imaginação. Apenas improvise!

Com belas fotografias da natureza, adolescente busca sensibilizar as pessoas sobre a proteção do meio ambiente

Com apenas 12 anos, Sophie Cardia já conta com diversas imagens e técnicas. Prática também uniu a garota e o pai, que é professor e fotógrafo.

A paixão pelo meio ambiente, cujo Dia Mundial é celebrado nesta quarta-feira (5), e pela fotografia começou cedo para Sophie Cardia, de 12 anos. Junto a seu pai, o fotógrafo Rubens Cardia, a garota faz vários registros de animais e passa por alguns “apuros”.

Além de um hobby, a prática também uniu pai e filha – ele, professor universitário e mestrando, e ela, estudante e escoteira.

A família, de São José do Rio Preto (SP), mora em Álvares Machado (SP) há cinco anos.

Há cerca de dois anos, Sophie começou a fotografar “por brincadeira” alguns ipês. Ao mostrar as imagens ao seu pai, ele viu uma boa composição e logo a convidou para fotografar algumas corujinhas que estavam “morando” em seu condomínio.

A partir de então, os registros não pararam e pai e filha costumam sair pelo menos uma vez por mês para fotografar.

O local mais frequentado é o Parque Ecológico da Cidade da Criança, em Presidente Prudente (SP), onde a adolescente também desenvolve as atividades junto ao grupo de escoteiros que integra. Ela está no escotismo desde os seis anos de idade.

Conscientização

Fotografar animais não é uma tarefa fácil. Exige paciência e determinação, e Sophie sabe bem disso.

“Às vezes eu esqueço de ajustar alguma coisa na câmera, mas, quando sai uma boa foto, eu fico bem feliz, pois é difícil fazer a foto perfeita”, conta.

As “musas” preferidas de Sophie são as aves, pela beleza e pela facilidade de localizá-las. Contudo, para a jovem, o mais importante da fotografia de natureza é a possibilidade de conscientizar as pessoas.

“Eu acho que a fotografia de natureza pode sensibilizar as pessoas e fazer as pessoas respeitarem os animais e a natureza”, ressalta.

Em uma foto das fotos que fez, a garota registrou um macaco comendo o resto de sorvete em um copo e lamentou a situação.

“Dá muita dó, pois ele devia estar com sede ou com fome, eles passam fome e isso é triste”, explica.

Há também o registro de outro macaco bebendo refrigerante direto da latinha, como se fosse um ser humano.

“O animal, ao se alimentar dessa forma, pode ficar doente e agressivo, podendo até nos atacar”, completa Rubens.

Técnicas

A experiência de chegar perto de um animal silvestre pode ser apavorante para uns e, para Sophie, não é diferente, mas poder registrá-los em completa harmonia com a natureza é o que a faz seguir em frente.

“Tenho medo de algum animal me picar, mas vou mesmo assim”, comenta, ao falar sobre a fotografia que fez de uma aranha (Nephila sexpuntacta) que estava bem próxima dela e o vento era forte no local.

Para se aproximar dos animais, ela utiliza conhecimentos que adquiriu no escotismo.

“Saber por onde pisar e ir por trás do animal para ele não perceber que tem pessoas ali, respeitar o espaço dele”, detalha Sophie.

Um dos métodos é a tocaia, usado em várias ocasiões. Mas uma delas foi o registro de uma mãe pardal alimentando seu filhote. Sophie demorou cerca de duas horas até se aproximar com cuidado, se esconder e fazer a foto.

Na questão técnica da fotografia, Rubens conta que a filha é perseverante ao desenvolver uma técnica fotográfica. “Tem técnicas que a Sophie domina mais do que muitos alunos meus”, comenta.

“Criança dificilmente se interessa por algo e vai fundo, mas com a Sophie foi diferente”, diz Rubens.

Divulgação

Sophie faz o uso das redes sociais para divulgar suas imagens. Ela posta as fotos em sua conta no Instagram, onde também pode acompanhar o trabalho de outros fotógrafos.

Em suas postagens, a adolescente adiciona os nomes popular e científico dos animais fotografados, algo importante na fotografia de natureza, pois possibilita que pessoas de outras regiões do Brasil, e até de outros países, identifiquem a espécie.

A informação é obtida por meio de pesquisas na internet e com a ajuda de um biólogo que é primo de Rubens.

Paternidade

Rubens tem uma rotina corrida. Ele leciona matérias de fotografia em duas instituições diferentes, uma em Presidente Prudente e outra em Assis (SP), e concilia o trabalho com o mestrado. “É puxado, passo boa parte da semana fora, mas dá para sairmos juntos”, conta.

A vida de Rubens sempre teve ligação com a fotografia, mas acabava ficando um pouco afastado da família, contudo, com o interesse da filha pela área, eles estão mais próximos. “Antes era só eu, e hoje passamos mais tempo juntos, fazendo o que gostamos”, afirma.

“Tem pai que leva os filhos para pescar, eu levo a minha pra fotografar”, brinca Rubens ao comparar a fotografia com a pescaria, sendo a câmera a “vara” e o “peixe” a foto.

Futuro

Sophie não possui planos profissionais para o futuro. Comenta que ainda é nova para pensar em determinar um caminho para seguir, e seu pai concorda.

“Se ela escolher esta área [fotografia], ótimo, se não, ótimo também, a deixamos bem livre para escolher”, afirma Rubens.

Referências

Os fotógrafos de natureza são bem conhecidos por capturarem as ações mais espontâneas dos animais.

Entre as referências de Sophie, ela seleciona três: o espanhol Carlos Pérez Naval, de 14 anos, que já ganhou cinco vezes o prêmio de melhor fotógrafo de natureza; o fotógrafo húngaro Bence Máté, de 34 anos, também premiado; e o norte-americano Joel Sartore, de 56 anos, que trabalha com animais ameaçados.